Por que a Gen Z está planejando aposentadoria (e o que isso significa para marcas)

As conversas sobre aposentadoria e investimentos dispararam +161% no último ano, segundo o Longevity Cultural Report da Winnin. A reviravolta? Quem impulsiona esse crescimento não são os 50+, e sim os jovens nos 20 e 30 e poucos anos.
Gen Z e millennials jovens estão planejando suas vidas com décadas de antecedência —não por ansiedade, mas porque a cultura da longevidade redefiniu o que é saúde financeira. Deixou de ser só acumular e passou a ser alinhar propósito, tempo e estilo de vida.
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A velha narrativa financeira não funciona mais
O modelo clássico dos serviços financeiros pregava gratificação adiada: sacrifique agora, curta depois. Poupe por décadas, aposente aos 65, viva da reserva.
Essa história não ressoa mais—não por falta de desejo de segurança, mas porque as pessoas não querem esperar 40 anos para se sentirem estáveis.
Entram em cena apps como Acorns, que transformaram micro-ações em macro segurança. Ao automatizar pequenos aportes constantes, tornam a construção de patrimônio simples, acessível e imediata. Não é sacrificar o presente pelo futuro—é construir os dois ao mesmo tempo.
Esse é o mindset da longevidade em finanças: agir de forma mais inteligente, não por mais tempo.
O lado emocional das finanças
Os dados comportamentais da Winnin mostram algo que instituições tradicionais demoraram a reconhecer: saúde financeira e saúde mental agora são inseparáveis.
As pessoas querem hábitos de dinheiro que acalmem, não compliquem. Clareza, não jargão. Progresso, não perfeição.
É por isso que "No Spend Challenges" coexistem com a "Little Treat Culture". As pessoas oscilam entre poupar e se recompensar para manter equilíbrio. Não é contradição—é calibração. Sistemas que permitem curtir a vida enquanto preparam o futuro.
Para as marcas financeiras, o novo modelo é tão emocional quanto racional. O tom vencedor não é controle—é confiança.
O que a Acorns entendeu (e a maioria dos bancos ainda não)
A Acorns não criou apenas um produto—criou um sistema que cabe na vida real. A fintech americana que oferece microinvestimentos e outros serviços bancários por meio de aplicativos aposta em contribuições pequenas e automáticas. Sem mínimos. Feedback visual imediato de progresso. Educação que ajuda de verdade, sem tom professoral.
Resultado: aposentadoria virou um tema que pessoas de 20 e poucos anos realmente engajam—não porque "deveriam", mas porque parece possível.
Essa é a oportunidade da longevidade em finanças: encontrar as pessoas onde elas estão, não onde os modelos antigos dizem que elas "deveriam" estar.
O novo modelo financeiro: oportunidades para marcas na era da longevidade
Para seguir relevante na economia da longevidade, marcas financeiras precisam evoluir de instituições de confiança para parceiras de empoderamento:
Fale humano, não rebuscado.
Simplifique sem reduzir a profundidade. Traduza conceitos complexos em linguagem cotidiana que constrói confiança.
Desenhe para progresso, não perfeição.
Microvitórias mantêm as pessoas investidas—literalmente. Gamifique marcos, celebre pequenas conquistas.
Construa ROI emocional.
Ajudar a sentir-se seguro é tão importante quanto ser. Reduz a ansiedade e diminui a fricção.
O Futuro das Finanças começa pela cultura
Em resumo: o futuro dos serviços financeiros pertence a quem entende dinheiro como reflexo da cultura, não só capital. Confira o Cultural Report da Winnin Intelligence para ver como dados comportamentais estão remodelando finanças, planejamento e expectativas do consumidor em todas as faixas etárias.
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Raquel Carletto
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