A Economia da Longevidade já chegou — e está redefinindo o que significa envelhecer

Se a sua marca mira na economia prateada pensando apenas no público "50+", é hora de atualizar o olhar. A economia da longevidade não está esperando os boomers envelhecerem — ela está remodelando o consumo em todas as gerações, começando décadas antes dos 50.
Mulheres de 25 a 34 anos são o público mais engajado com conteúdo de longevidade — não o 50+ que as marcas perseguem. Nos últimos 12 meses, conteúdos sobre longevidade geraram 500 milhões de interações e 10 bilhões de visualizações, com marcas como Acorns, Rare Beauty e ZOE conquistando relevância cultural ao mirar em comportamentos, e não em idades.
De olho nesta virada de chave, a Winnin analisou mais de 900 mil vídeos ao redor do mundo com 25 bilhões de visualizações totais para decodificar o que realmente está movendo essa mudança.
[Baixe o report completo aqui] e veja as quatro verdades não-óbvias que estão reescrevendo as regras para finanças, beleza, bem-estar e bens de consumo a nível global.
As 4 verdades não-óbvias sobre a Economia da Longevidade
1. Longevidade é um espectro — não um caminho único
Consumidores não estão escolhendo entre envelhecer bem ou combater o envelhecimento. Eles estão fazendo os dois.
Os mesmos públicos que consomem conteúdo "Grandmacore" também engajam com "cultura YOLO". Eles compram colágeno aos 16 enquanto seguem "skincare apropriado por idade". Praticam "consumo consciente" enquanto se entregam ao "doomspending".
Os dados: planejamento de aposentadoria cresceu 161% (janeiro de 2024 a agosto de 2025) enquanto "Little Treat Culture" teve pico no Dia dos Namorados. Consumidores não estão confusos — eles estão integrando comportamentos opostos em uma nova mentalidade de longevidade que a segmentação demográfica não consegue capturar.
2. Controle é o novo luxo
Na economia da longevidade, o novo luxo é ter controle sobre o envelhecimento através de dados, personalização e otimização.
Conteúdos sobre gestão do envelhecimento (rotinas matinais, smart rings, controle glicêmico, biohacking) tiverem 144,9 milhões de interações e 3,3 bilhões de visualizações em 12 meses — crescimento de 55,6% ano a ano. Quanto mais ousada a promessa de controlar a longevidade, maior o engajamento.
Marcas como a ZOE vencem ao oferecer um método claro, não apenas promessas. Testes caseiros e monitores contínuos de glicose transformam metas abstratas de saúde em sistemas mensuráveis.
A virada: consumidores exigem prova, não só discurso de marketing.
3. Gerações não são mais o foco — estilos de vida, sim.
As fronteiras etárias estão desmoronando. Conteúdos celebrando uma "vida sem idade" geraram 174,5 milhões de interações e 1,7 bilhão de visualizações em 12 meses. Hashtags como #Over50 e #Over60 geraram mais de 40 milhões de interações.
Isso não é sobre nicho — é sobre uma rebelião mainstream contra o marketing geracional. De "The Old Gays" à moda para adultos mais velhos e namoro depois dos 50, um aprendizado se mantém: comunidade importa mais que idade.
A implicação: marcas que miram "Gen Z" ou "boomers" perdem a oportunidade real nas mudanças de lifestyle que atravessam demografias.
4. Design Age-Neutral Abre Novos Mercados
Longevidade não é só pensar sob uma ótica anti-idade. É sobre criar produtos, experiências e comunicações que funcionam para corpos que envelhecem — sem fazer do envelhecimento o grande foco.
Design age-friendly e produtos de beleza adaptáveis cresceram 51% (janeiro de 2024 a julho de 2025), gerando 23 milhões de interações e 660,9 milhões de visualizações. Quando a Rare Beauty lançou sua embalagem acessível para perfume em julho de 2025, conteúdos sobre "Produtos Acessíveis" explodiram para 1,57 milhão em relevância — um número 130 vezes maior do que em junho.
O insight: design age-neutral não limita seu mercado — ele expande. Ao resolver pontos de dor reais (como embalagens mais fáceis de abrir para quem tem força limitada), marcas desbloqueiam criatividade que ressoa em todas as faixas etárias enquanto constroem lealdade com consumidores que envelhecem.
E o que isso significa para marcas?
A economia da longevidade não é sobre pensar em campanha, mas em plataforma. Marcas que vencem vão mirar menos em faixas etárias e mais em comportamentos. É preciso ir além de promessas e entregar provas. Construir sistemas — não ativações isoladas — que alinham produto, experiência e comunicação ao redor do que consumidores realmente fazem, não do que dizem que fazem.
O framework:
Pense cross-categoria, não em silos: a longevidade está remodelando finanças, bens de consumo, beleza, bem-estar e além. Sua estratégia precisa refletir isso.
Mire em comportamentos, não em idades: viver sem pensar em idade é uma tendência forte. Foque em mudanças de lifestyle que cruzam faixas etárias, não em caixas demográficas.
Prova vence promessa: apostar em longevidade exige dados, personalização e autenticidade. Audiências engajam com afirmações ousadas — mas só quando respaldadas por evidência.
Construa sistemas, não campanhas: tração real acontece quando produto, experiência e comunicação se alinham em torno de uma plataforma consistente de longevidade.
Tendências para ficar de olho na Economia da Longevidade
Os dados da Winnin Intelligence já sinalizam o que vem por aí a nível global:
PDRN em Skincare (molécula do DNA de salmão): crescimento de +6.000% em relevância (janeiro de 2024 a agosto de 2025)
Suplementos NAD+ (apoio ao reparo celular): crescimento de +200% em relevância
Smart Rings: 519,4 milhões de visualizações e 25,5 milhões de interações nos últimos 12 meses
Alimentos que Aumentam Estrogênio: crescimento de +80% em relevância
Desafios No Buy/Low Buy: 64,2 milhões de visualizações e 5,2 milhões de interações
Esses não são movimentos de nicho — são espaços de demanda emergentes respaldados por dados comportamentais. Marcas que se moverem cedo vão dominar a narrativa.
Cultura não é opcional. Lidere com Winnin Intelligence.
A economia da longevidade já chegou. E as marcas que vencem não são as que vendem para faixas etárias — são as que moldam cultura ao entender comportamentos.
A plataforma de Inteligência Cultural da Winnin analisa mais de 4 bilhões de vídeos cross-plataforma para mapear e decodificar tendências culturais emergentes antes de virarem mainstream. Ao transformar dados de consumo de vídeo em inteligência estratégica, ajudamos CMOs a sair do monitoramento reativo para estratégias de crescimento preditivas baseadas no que as pessoas realmente fazem.
Baixe o Cultural Intelligence Report completo: The Paradox of Age [aqui] e veja como os dados comportamentais estão remodelando a economia da longevidade — e por que as marcas que vão liderar neste cenário são aquelas que entendem de cultura, não apenas de faixas etárias.
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Raquel Carletto
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