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Hopecore na Copa do Mundo 2026: o que os vídeos de superação revelam sobre o torneio fora do resultado

Raquel Carletto
Hopecore na Copa do Mundo 2026: o que os vídeos de superação revelam sobre o torneio fora do resultado

A Copa do Mundo 2026 está mostrando que pertencer pode mover tanto quanto vencer. Enquanto o torneio avança, um tipo de conteúdo cresce junto: os vídeos de hopecore. São conteúdos que destacam momentos de conexão humana, superação e a beleza do futebol além das vitórias. Desde histórias tocantes de jogadores, como o goleiro Vozinha de Cabo Verde, às reações emocionais de fãs unidos apesar das diferenças.

Do início da Copa até 6 de julho, segundo a Winnin Intelligence, já foram mais de 7 mil vídeos, 500 milhões de visualizações e 40 milhões de engajamentos. E isso mesmo depois de várias seleções, incluindo Brasil e Estados Unidos, saírem da competição. Esse é o dado que interessa a qualquer marca de olho no torneio: a conversa segue crescendo mesmo sem depender do resultado dentro de campo.

Onde a conversa do Hopecore na Copa se concentra?

Da fase de grupos até o fim das oitavas de final, o TikTok era a rede que concentrava quase metade desses vídeos, 47,8%. Ele está à frente do Instagram (36,5%), YouTube (10,9%) e Facebook (4,7%), que completam a lista. 

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Fonte: Winnin Intelligence. Dados de 11 de junho a 6 de julho de 2026. Mundo.

O padrão de produção também chama atenção. O maior volume de vídeos do período inteiro aconteceu bem na semana das oitavas de final, entre 4 e 6 de julho, quando Brasil (dia 5) e Estados Unidos (dia 6) caíram. A eliminação não esfriou a conversa, ela alimentou um tipo diferente de conteúdo: um que já não depende do resultado do time pra continuar relevante.

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Fonte: Winnin Intelligence. Dados de 11 de junho a 6 de julho de 2026. Mundo.

Quem consome esse conteúdo

Os Estados Unidos concentram 41,1% do consumo de hopecore. O Brasil aparece em segundo lugar, com 10,3%, seguido por México (7,8%), Índia (6,3%) e Reino Unido (5,5%). Mesmo com a eliminação das duas seleções, a atenção continua crescendo, e majoritariamente ao redor do público masculino, 65,6% do total, concentrado entre 25 e 34 anos. Um perfil que raramente é associado a esse tipo de conteúdo.

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Fonte: Winnin Intelligence. Dados de 11 de junho a 6 de julho de 2026. Mundo.

Por que a trend Hopecore na Copa vai além do futebol?

O insight aqui é menos sobre futebol e mais sobre uma nova dinâmica da atenção: conteúdo de união aparece em toda Copa, isso não é novidade. A diferença de 2026 é o momento em que ele aparece. Um ano de tensão política em várias frentes, no qual boa parte do conteúdo em circulação pede que a audiência escolha um lado, o hopecore é uma das poucas conversas que não pede essa escolha.

Mesmo num mundo de polarização e excesso de informação, milhões decidiram consumir conteúdos que funcionam como refúgio emocional. As pessoas procuram entretenimento, mas também procuram motivos para acreditar.

O que isso revela sobre os novos espaços de demanda na cultura?

O futebol pode ser o contexto, mas o comportamento revela a demanda. Quando milhões de pessoas escolhem consumir as mesmas narrativas, elas deixam pistas sobre os espaços de demanda na cultura. São sinais como esse que a Winnin ajuda marcas a identificar antes que virem consenso.


Esse tipo de leitura é parte do trabalho contínuo da Winnin Intelligence, acompanhando como a atenção se movimenta em tempo real durante grandes eventos culturais.

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