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Brasil lidera a Copa em dados, mas o fenômeno maior é a cultura latina

Raquel Carletto
Brasil lidera a Copa em dados, mas o fenômeno maior é a cultura latina

O Brasil lidera o engajamento da Copa 2026, mas o fenômeno maior é a cultura latina como um todo. Veja os dados do novo report Latin Fever, da Winnin.

Desde o início da Copa 2026, 1 em cada 5 vídeos publicados no mundo sobre as seleções é sobre o Brasil. É a maior fatia de conversa entre todos os países do torneio, e ela não é só um reflexo do time em campo.

Segundo o novo cultural intelligence report Latin Fever, da Winnin, esse protagonismo brasileiro é a ponta de um movimento cultural muito mais amplo: nos últimos 12 meses, a cultura latina como um todo gerou, em média, 73% mais engajamento fora da LATAM do que dentro dela.

Brasil lidera o engajamento da Copa do Mundo 2026

O Brasil lidera os três indicadores de conteúdo mundial sobre a Copa: volume de vídeo, volume total e médio de engajamento, e visualizações (dados da Winnin Intelligence no período de 11 a 29 de junho de 2026). O Brasil sozinho representa 20,1% de todo o conteúdo mundial sobre seleções, com 1,7 bilhão de engajamento no período.

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Fonte: Winnin Intelligence. Dados de 11 a 29 de junho de 2026. Vídeos sobre as seleções no TikTok, Instagram, YouTube, Facebook e Twitch. Mundo.

Esse protagonismo não nasceu só em época a Copa. Olhando só pra conteúdo sobre a seleção brasileira, a proporção muda fora do pico do torneio: no recorte mais intenso da Copa (11 a 29 de junho), 57,5% do engajamento sobre o Brasil é produzido dentro do país, e 42,5% fora dele.

Já numa janela de 3 meses, sem o mesmo pico de atenção, a conta quase se inverte: 50,1% do engajamento vem de fora do Brasil, contra 49,9% de dentro. Antes de qualquer jogo decisivo da Copa, a conversa sobre o Brasil já era, quase pela metade, uma conversa de fora do país.

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Fonte: Winnin Intelligence. Brazil = conteúdos sobre a seleção brasileira globalmente, excluindo o Brasil. 
Brasil = conteúdos sobre a seleção brasileira dentro da região. Share de engajamento de vídeos no TikTok, Instagram, Facebook, YouTube e Twitch.

Uma curiosidade dentro desse protagonismo: segundo a Winnin Intelligence, o Brasil sozinho representa 23% de toda a conversa global sobre Cabo Verde, 14% sobre Curaçao e 11,8% sobre o Paraguai desde o início da Copa. Times que o torcedor brasileiro parece ter adotado quando o Brasil não está em campo, seja por afinidade com algum jogador, seja por rivalidade histórica tratada com bom humor.

Cultura latina: um movimento que vai muito além do futebol

O report Latin Fever, da Winnin, mapeia esse movimento numa escala que vai muito além da Copa, e o padrão se repete em quase toda categoria da cultura latina, não só no futebol.

Isso vale até pra música, a categoria mais associada à ascensão latina: cerca de ⅓ do engajamento com música latina no mundo já vem de fora da região. E o movimento parece estar puxando outra coisa junto: a Winnin identificou uma alta em conteúdo de orgulho latino fora da LATAM, com pico coincidindo com os últimos meses, sugerindo que latinos vivendo no exterior estão usando esse momento pra reafirmar identidade, não só pra consumir conteúdo.

Antes de qualquer marca decidir investir em latinidade, o público já estava lá, deixando rastro nos dados.

Cultura latina não é um bloco único: como a conexão muda por região

Um erro comum é tratar "cultura latina" como um bloco único. Os dados mostram o contrário.

  • Na Europa, essa conexão acontece principalmente através do esporte (53,2% do share de engajamento).

  • Na América do Norte, o interesse é mais equilibrado entre música, esporte e culinária, o que torna a região a mais conectada ao fenômeno como um todo.

  • Na Ásia-Pacífico, a disputa entre categorias é mais acirrada, com uma atração inesperada por TV e cinema latinos.

A proximidade geográfica também pesa mais do que a identidade "latina" em si: México e Estados Unidos compartilham mais categorias de interesse em comum do que México e Brasil, dois países que dividem o rótulo "latino" mas não o mesmo comportamento cultural.

O que a Winnin lê no movimento da cultura latina

  1. A atenção latina já é global. Quando 73% do engajamento de uma cultura vem de fora da própria região, não faz sentido tratar esse público como nicho. Ele já está dentro da conversa.
  2. O ponto de entrada na cultura latina tem hierarquia. Música chama atenção primeiro, mas o que sustenta a conexão muda por região: esporte na Europa, TV na Ásia-Pacífico, um mix mais maduro na América do Norte.
  3. Autenticidade é uma escolha editorial, não um adjetivo. As marcas que funcionaram trataram a cultura latina como território para viver, não como estética pra emprestar.

O protagonismo do Brasil na Copa é a ponta mais visível desse movimento. O relatório Latin Fever mapeia o resto: como a cultura latina se move, por onde entra em cada mercado, e o que isso significa pra marcas que ainda estão decidindo se e como entrar nela.

 


 

Quer ver os dados completos, os cases e os aprendizados do relatório? Baixe o Latin Fever, o novo Cultural Intelligence Report da Winnin.

 

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